Pensamentos mais-que-imperfeitos!


20/06/2007


Gente Humilde
(Garoto, Vinicius de Moraes e Chico Buarque)

 

Fotos: Júlio Bittencourt, vencedor de 2007 do prêmio de fotografia alemão "Leica Oskar Barnack"

 

 

Tem certos dias

Em que eu penso em minha gente

 

 

E sinto assim

Todo o meu peito se apertar

 

 

Porque parece

Que acontece de repente

Feito um desejo de eu viver

Sem me notar

 

 

Igual a como

Quando eu passo no subúrbio

Eu muito bem

Vindo de trem de algum lugar

 

 

E aí me dá

Como uma inveja dessa gente

Que vai em frente

Sem nem ter com quem contar

 

 

São casas simples

Com cadeiras na calçada

E na fachada

Escrito em cima que é um lar

 

 

Pela varanda

Flores tristes e baldias

Como a alegria

Que não tem onde encostar

 

 

E aí me dá uma tristeza

No meu peito

 

 

Feito um despeito

De eu não ter como lutar

 

 

E eu que não creio

Peço a Deus por minha gente

 

 

É gente humilde...

 

 

Que vontade de chorar...

 

Escrito por Dostuc às 16h33
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19/06/2007


O início da imaginação

Neste ano de 2007, faz 60 anos o início de tudo.

 

Em 1947, aos 20 anos, Tom Jobim fez a sua primeira música, intitulada "Valsa Sentimental".

 

Mais tarde, Chico Buarque colocou letra nesta música, que passou a se chamar "Imagina". Por sinal, uma de suas várias versões está no último CD do Chico.

 

Desde 1947, não era difícil imaginar que dali sairia o maior de todos.

 

Imagina (Valsa Sentimental)

(Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque)

 

Imagina, imagina
Hoje à noite a gente se perder
Imagina, imagina
Hoje à noite a lua se apagar
Quem já viu a lua cris
Quando a lua começou a murchar
Lua cris
É preciso gritar e correr, socorrer o luar
Meu amor
Abre a porta prá noite passar
E olha o sol da manhã
Olha a chuva, olha a chuva
Olha o sol
Olha o dia a lançar serpentinas
Serpentinas pelo céu, sete fitas coloridas
Sete vias
Sete vidas, avenidas, prá qualquer lugar
Imagina, imagina, imagina, imagina
Sabe que o menino que passar debaixo do arco-íris moça, vira
A menina que cruzar de volta o arco-íris rapidinho volta a ser rapaz
A menina que passou no arco
Era o menino que passou no arco
E vai virar menina
Imagina, imagina, imagina, imagina, imagina
Hoje à noite a gente se perder
Imagina, imagina
Hoje à noite, a lua se apagar
 

Escrito por Dostuc às 12h18
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