Essa semana, um dos meus desejos para 2006 se realizou: "Dois Filhos de Francisco" sequer foi indicado ao Oscar. Nem naquela sub-categoria chamada "Melhor Filme Estrangeiro".
Eu estava até meio preocupado, pois vi tanta gente se emocionando com o filme, que trata da Vida de Zezé di Camargo e Luciano. Até pensei: "Meu Deus, será que os estadunidenses são tão estúpidos como os brasileiros?". Para o meu alívio, não.
Eles podem até eleger o Bush, podem até gostar de hip hop e pop, podem até mesmo erguer Thomas Jefferson, o notório estuprador de escravas, como herói nacional. Mas não, eles não são tão idiotas como os brasileiros que gostam de "Dois Filhos de Francisco".
Engraçado que o "ponto alto" do filme, em que todos choram, quando um irmão dos dois que também era cantor, morre, foi a parte que eu fiquei mais aliviado. É sério, foi uma questão de alívio mesmo. Já pensaram? Poderiam ser três, e não dois!
Mas, enfim, enquanto Zezé di Camargo, o protagonista, já disse que se quisesse, poderia cantar baixinho, com um violãozinho, como o João Gilberto, para uma "elite de intelectual" (sic) aplaudir, mas que achava isso sem graça e que o negócio dele era berrar para o povão; os estadunidenses pagam 150 dólares para ver um show dele, João Gilberto. Não, não, de fato não são eles que são os idiotas da história.


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