Pensamentos mais-que-imperfeitos!


11/11/2005


Agora só falta...

 

Agora só falta você

Composição: Rita Lee E Luiz Sérgio

 

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
Pra saber o quê

E fui andando sem pensar em mudar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você
Agora só falta você
Agora só falta...

Escrito por Dostuc às 00h19
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09/11/2005


Breve aviso

Para os que, durante esse tempo, se comunicaram comigo por e-mail, me xingaram (minhas opiniões atraem "elogios"), elogiaram (um ou dois doidos), comunico que não estarei mais acessando o e-mail anterior. Agora só acesso o  lucasfroede@hotmail.com . Portanto, ao me escreverem, escrevam para esse e-mail agora. E para os que não têm meu MSN, esse é também o endereço.

Abraços

Escrito por Dostuc às 00h56
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Parabéns, Ivan!

Ivan Lins leva o Grammy Latino de álbum do ano

O brasileiro superou a espanhola Bebe, o porto-riquenho Obie Bermúdez, o grupo mexicano Intocable e o argentino Diego Torres

 

 

Los Angeles - O compositor brasileiro Ivan Lins foi a grande surpresa da sexta edição do Grammy Latino ao ganhar o prêmio de álbum do ano com Cantando Histórias. O disco de Ivan Lins também levou o prêmio de melhor álbum de música popular brasileira.

/AP
Ivan Lins manifestou sua confiança de que "a música siga contribuindo para a união das pessoas e dos povos"
A cerimônia foi realizada na quinta-feira em Los Angeles, Estados Unidos e, pela primeira vez, foi falada totalmente em espanhol.

Ivan Lins superou a espanhola Bebe, o porto-riquenho Obie Bermúdez, o grupo mexicano Intocable e o argentino Diego Torres.

O próprio Ivan Lins se declarou surpreso ao subir no palco para pegar seu prêmio, o qual agradeceu à Academia Latina de Ciências e Artes da Gravação e mencionou sua família e uma longa lista de nomes.

O artista brasileiro manifestou sua confiança de que "a música siga contribuindo para a união das pessoas e dos povos".

Ivan Lins, nascido no Rio de Janeiro em 1945, é considerado um inovador da música brasileira. Cantor, compositor e pianista de grande transparência e harmonias complexas, é reconhecido mundialmente através de artistas internacionais como George Benson, Ela Fitzgerald, Sarah Vaughan Manhattan Transfer, Lee Ritenour, Cal Tjader, Nancy Wilson, Carmen McRae, Patti Austin, Herbie Mann, Dave Grusin, Terence Blanchard e Diane Schuur, entre outros.

Escrito por Dostuc às 11h25
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Entrevista com a filha

 

Entrevista: Susana de Moraes

Susana de Moraes – Produtora

Produtora, diretora e atriz, exerce várias atividades na área cinematográfica e cultural.  Dirigiu seu primeiro curta, Carlos Leão, em 1974, seguido de Museu Paulista, em 1975. Foi assistente de direção de Joaquim Pedro de Andrade em O Homem do Pau Brasil e de Miguel Faria Jr. em Para Viver um Grande Amor e Stelinha. Em 1996, dirigiu o longa-metragem Mil e Uma, em que promovia o inusitado encontro imaginário entre o artista francês Marc Duchamps e  uma jovem carioca chamada Alice, inspirada na célebre personagem criada por Lewis Carrol.

“Vinicius viveu a vida sem pudor”

Como surgiu a idéia de fazer um filme sobre Vinicius?
Começou com a demanda de um filme biográfico recebida por minha irmã Luciana  de Moraes. Aos poucos, percebi que um formato documental deixaria muita coisa de fora. Vinicius tem uma vida e uma obra tão ricas que decidi batalhar por uma produção maior,  na qual coubessem suas mil faces e muito do que se falou sobre ele: o rapaz que seguiu a diplomacia e depois se aventurou por tantas áreas  – poesia, cinema, teatro, crítica – até chegar à música popular; passando pela  sua fama de vagabundo e, ao mesmo tempo, de trabalhador incansável. Queria somar o  criador  genial, sua vida conturbada, seus vários casamentos.  Conversei com o Miguel,  com quem tenho uma longa relação de trabalho e amizade.  O filme surgiu a partir desse encontro de idéias.

Você já havia dirigido “Vinicius de Moraes, um Rapaz de Família”.  Não pensou em dirigir esse novo projeto?
De forma nenhuma. Justamente por ter feito “Um Rapaz de Família”, um registro que considero muito pessoal, eu já estava satisfeita – tinha feito o filme da intimidade de Vinicius, no qual ele se expôs com tanta generosidade. Achei que Miguel, pelo seu conhecimento da obra e do próprio Vinicius, seria a pessoa indicada para assumir o  projeto.  A produção ganhou uma dimensão maior com a participação da produtora espanhola Iberautor, que detém os direitos de distribuição na Europa. Conversamos muito, Miguel passou por muitas escolhas, acompanhei o processo de perto, mas achei importante que o filme tivesse uma marca autoral. Estou muito contente com o resultado, assim como  minhas irmãs.  

Como foram as conversas a respeito do formato do filme?
De inicio, eu defini que não queria um documentário e Miguel,  por outros caminhos,  optou por fazer uma  ficção. Chegou a trabalhar nesse sentido, mas depois de um período concluiu que este caminho não seria viável.  Não poderíamos e nem queríamos adotar um modelo de biografias hollywoodianas  e chamar um Brad Pitt  para o papel.  Em um filme ficcional, quem interpretaria Vinicius, Tom?  Durante dois anos, Miguel desenvolveu infinitas versões, possibilidades, narrativas  e parcerias. Ao mesmo tempo, Miguel é amigo de Chico Buarque, Edu Lobo, entre outros parceiros de Vinicius. E foi graças a essa cumplicidade que pessoas habitualmente  retraídas deram depoimentos tão amorosos, sinceros e relaxados. Miguel peneirou os depoimentos sobretudo pela emoção.  O resultado é  muito mais emocional do que racional.

Como você lidou com a necessidade de deixar tanta coisa de fora – músicas, poemas, depoimentos?
Sabíamos que, a  não ser que fizéssemos um filme de nove horas ou uma minissérie,  seria impossível contar todas as histórias, músicas e poesias de Vinicius. Optamos pela busca do essencial e por  isso o filme apresenta um viés mais poético do que factual.  A vida e obra de Vinicius representam um material enorme, sem falar nos depoimentos, que oferecem momentos iluminados. A fala de Ferreira Gullar sobre a vida que a gente inventa é lindíssimo.  O maior desafio do filme foi justamente  mostrar a complexidade de sua obra e personalidade e não deixar o folclore prevalecer sobre a sua criação. Por ser uma pessoa extremamente sedutora e fascinante, houve  uma tendência a valorizar o folclore em detrimento da sua qualidade artística, apesar de seu imenso legado.

O filme expõe de forma muito natural a relação dele com  as mulheres, com a bebida.
Vinicius sempre foi verdadeiro e honesto em suas decisões. Ele viveu a vida sem  pudor e não cabia a nós tentar disfarçar aspectos que talvez pudessem ser considerados vexatórios, mas que também foram libertários, abriram caminhos, embora contraditórios e até dolorosos para as pessoas mais próximas. Mas foi justamente a soma de todos esses aspectos que construiu a sua trajetória e obra. E essa soma está no filme. Imagine se  ele gostaria de ser embelezado, maquiado ou apresentado pelo bom comportamento?

Como você lidou com a sua inclusão  no filme?
Não fico à vontade na hora de filmar, detesto me ver, mas fiquei à vontade com o resultado do filme que tem em Vinicius a sua causa maior.  Também nos preocupamos  em mostrar o contexto em que ele viveu,  falar de transformações culturais extremamente ricas. Por mais que fosse um talento individual, as pessoas precisam de um campo para florir.  Acho que o filme é muito feliz na apresentação de sua  importância musical para o país, na sua evolução como letrista, e na relação ímpar que desenvolveu com tantos parceiros ao longo de sua vida. 

No filme,  Chico Buarque indaga qual seria o lugar de Vinicius no mundo de hoje.  Como você avalia que as novas gerações  receberão um filme sobre Vinicius?
De braços abertos – que foi  aliás como Vinicius sempre recebeu as novas gerações – e ele abraçou muitas.  O filme possibilitará que pessoas mais jovens juntem na mesma pessoa um dos maiores sonetistas da língua portuguesa, o autor da peça Orfeu da Conceição, inspiradora de um dos filmes mais famosos da história do cinema, o criador da letra de “Garota de Ipanema”, e sua evolução musical através dos movimentos mais importantes da MPB dos anos 50 aos 80, sem esquecer seu lado sacana. O filme é impregnado de emoção e humor e até de nonsense, como as conversas que teve  com Baden sobre assombração.  

Como filha, qual a sua explicação para o percurso tão original de Vinicius?
Ele foi um grande inventor de si mesmo. Nascido em  família de pequena classe média,  desenvolveu um percurso extraordinário e nunca se traiu. Alguns amigos que talvez pararam no tempo  podem ter se sentido traídos quando ele abandonou a  poesia canônica. É um poeta erudito, com profundo conhecimento de técnica e forma, e sua ruptura não foi um gesto impulsivo ou instintivo, mas uma evolução. Ele foi um transgressor  e sua marca foi sempre dar liberdade às pessoas à sua volta. Para a família, como diz minha irmã Luciana, não foi fácil. Mas, como diz Ferreira Gullar, o que fica é a obra. O filme confirma, de inúmeras maneiras, que a obra de Vinicius ficou e ficará.

Vinicius deixou tantas frases maravilhosas. Você escolheria uma?
“A vida é uma ratoeira.   Eu enfeito a ratoeira – tem que comer o queijo”. Esta frase está no meu filme Mil e Uma e a meu ver é a que mais sintetiza  Vinicius.


Escrito por Dostuc às 11h20
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Documentário de Vinicius- Lançamento Nacional

 


Tudo, menos poetinha

Finalmente, um retrato à altura de Vinicius de Moraes, grande poeta e figuraça

 

Por Lucila Soares, Revista Veja 

 

 Vinicius de Moraes detestava ser chamado de "poetinha", apelido que tinha muito mais relação com o personagem folclórico que ele cultivou a vida inteira do que com sua riquíssima produção – 400 poemas, 400 letras de música. No auge da irritação, dizia que o rótulo só podia ser "invenção do marido de alguma mulher que eu comi". De fato, apesar de ser um dos grandes nomes da poesia brasileira do século XX, Vinicius só teve sua obra devidamente valorizada pela crítica já quase na alvorada do século XXI. Depois de reparada essa injustiça, no entanto, passou a ser quase uma gafe falar de algo mais do que sua excelência poética. O que é uma outra injustiça, porque Vinicius de Moraes foi, sim, uma figuraça que merecia havia muito tempo um retrato à sua altura. A essa tarefa, o cineasta Miguel Faria Jr. dedicou os últimos três anos, tendo como produtora Susana de Moraes, primeira filha do poeta. O resultado é o longa Vinicius, que estréia nesta sexta-feira em circuito nacional.

Antes de chegar ao que define como "cinebiografia", Miguel tentou um roteiro de ficção. Acabou desistindo diante de dificuldades previsíveis – a começar pela escolha de quem viveria o papel-título, numa trajetória que vai de 1913 a 1980 – e partiu para o documentário. O formato é arriscado. Se preso à obrigação da imparcialidade, freqüentemente se torna excessivamente didático, chato. Se opta por ser declaradamente parcial, facilmente descamba para a exaltação simplificadora. Vinicius consegue evitar os dois extremos. O filme não tem a pretensa isenção que o gênero sugere, mas soma a um olhar amoroso sobre o poeta um grande despudor ao retratá-lo. "Queria mais emoção do que informação", diz Miguel Faria. Deu certo. Há espaço para o crítico Antonio Candido sintetizar a importância de Vinicius como o poeta que, sem abrir mão de recursos formais tradicionais, se aproximou, mais do que nenhum outro, da destruição do tema poético "nobre" pretendida pelos modernistas. Mas também para uma inspirada Tônia Carrero detalhar, em tom de confidência, as aventuras amorosas do amigo. "Ele era capaz de qualquer baixeza para conquistar uma mulher", diz.

 
Vinicius aparece inteiramente bêbado com um Tom Jobim em igual estado etílico cantando Pela Luz dos Olhos Teus; entoando Canto de Ossanha acompanhado por um Baden Powell quase imberbe e por um bando de jovens em animado sarau; ovacionado em shows pelo Brasil e pelo mundo; e casando-se com cada uma de suas oito mulheres. Parceiros como Chico Buarque e Edu Lobo destacam o papel primordial desempenhado por Vinicius na bossa nova e, em seguida, nos afro-sambas compostos com Baden Powell, ao mesmo tempo em que traçam um belo retrato humano. Chico lembra Vinicius desde o tempo em que a família de Sérgio Buarque de Holanda vivia em Roma, numa casa que se tornava mais alegre toda vez que o poeta avisava que apareceria para uma visita. Edu se emociona ao recordar o último encontro entre os dois, na Bahia – além de dar um pequeno show de virtuosismo ao violão ao exemplificar a "batida dobrada do Baden" em Berimbau. Ferreira Gullar cita o poeta americano T.S. Eliot ("Escrever é fugir da emoção") para mostrar como a poesia foi o caminho encontrado por Vinicius para dar conta da enorme emoção que carregava. E as filhas mostram como, do lado familiar, era por vezes bem difícil conviver com tamanha inquietude artística e amorosa.

Esses depoimentos, no total de dezesseis, são a grande força do filme, junto com belas imagens fotográficas e cinematográficas – não só do próprio Vinicius como do Rio de Janeiro nas décadas de 30, 40, 50 e 60. A narrativa é costurada por um show fictício sobre a vida de Vinicius, estrelado por Camila Morgado e Ricardo Blat e com participações de vários cantores. Esse foi o recurso encontrado para garantir a presença no filme de alguns dos poemas mais conhecidos de Vinicius, como Soneto de Fidelidade ("que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure"). O resultado, nesse ponto, é um tanto irregular. Blat sai-se melhor que Camila na difícil arte da declamação, principalmente na bem sacada versão para rap do poema Blues para Emmett (sobre o assassinato do jovem negro Emmett Louis Till, que ousou assoviar para uma mulher branca no Mississippi de 1955), no qual é acompanhado pelos rappers Nego Jeff e Bom. Mas, no conjunto, esse único elemento de ficção que restou do projeto original cumpre a contento sua função. Ao final, o público sai do cinema convencido de que Vinicius tinha mesmo razão em odiar o tal rótulo de poetinha. E é Caetano Veloso quem sintetiza a escolha que o poeta fez, na vida e na arte, ao relatar uma confidência que envolvia também o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto – conhecido por seus versos secos e por uma enxaqueca que durou cinqüenta anos. "O Vinicius me contou: 'O Cabral me disse uma vez que, se houvesse um poeta com o meu talento e a disciplina dele, o Brasil teria finalmente um grande poeta'. Mas ele fica lá com aquela dor de cabeça. Eu não queria viver com essa dor de cabeça por nada."

Escrito por Dostuc às 11h11
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08/11/2005


Apenas seguirei...

Todo o sentimento
Cristóvão Bastos - Chico Buarque
 

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez

 

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu

 

 

Escrito por Dostuc às 02h09
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06/11/2005


Um final trágico para o país

Eu me recordo quando eu tinha uns 16 anos, e era um miolo mole, mais do que já sou, e me deparei com um livro de Nietzsche, pela primeira vez. Só sei que ele fazia menção à vários autores como Kant, Goethe, Sócrates, Platão, Schopenhauer, que eu nunca tinha ouvido falar, e quando tinha, não tinha a mínima idéia do que eles falavam. Imperativo catégórico? Mefistófeles? Mundo das Idéias? Metafísica do Espírito? Eu me senti a pessoa mais ignorante do mundo, fiquei triste. Mas foi até uma coisa boa, procurei saber quem eram os tais, e hoje estou um pouquinho "menos pior" do que eu era.
Hoje, quando estava no site "Uol", vi uma matéria de destaque: "Novela atinge 70 pontos". Fiquei espantado pois, que eu me lembre, 60 pontos já era considerado um índice altíssimo de audiência. Fui ler a reportagem, e a mesma sensação de ignorância me veio na cabeça. Eu não sabia, absolutamente, quem era quem. Não sabia do quê a reportagem estava falando. Mas, ao contrário do que Nietzsche me provocou, fiquei muito feliz!
É claro que eu sabia que "América" era a novela das 8, pois apesar de não assistir a Globo (tirando o Jornal da Globo e, de vez em quando, o INTELECTUAL Jô Soares), é impossível para um brasileiro escapar de saber pelo menos o nome da novela das oito. Contudo, se me perguntarem o nome da Novela das Seis e das Sete digo, orgulhosamente, que não sei. Não sei mesmo. Assim como não sei quem é ED, Chiquinho, Sol, Lurdinha, Glauco, e esse bando de desconhecidos que estão na reportagem abaixo (por isso que citei os nomes) e que eu, com orgulho, morrerei sem saber quem são.
Ao mesmo tempo que fico alegre e sinto regozijo, fico triste em saber que 88% dos televisores, ficaram sintonizados com o final de uma novela estúpida, como tantas outras. Será falta do quê fazer? Sou mais visitar fotologs, ou ler piadas no e-mail. Pois é, temos o destino que merecemos. A principal emissora do país é simplesmente a que mais produz novelas no mundo, e ninguém (no Brasil) reclama disso. Vai ver que os brasileiros gostam mesmo de sambar lá na lua, e esquecem do chão em que vivem. É o idealismo grotesco, o romantismo nefasto, no plim-plim. Já dizia o meu avô: "Enquanto tiver burro, sempre terá alfafa". Faz sentido.

 

 


Liderança: América atinge 70 pontos

Acabou! A novela de Glória Perez na Globo, que dominou a audiência da TV brasielira na última semana, chegou ao fim nesta sexta-feira, dia 04, alcançando 70 pontos no IBOPE e mantendo 88% dos televisores ligados na plim-plim.

América já começou criando polêmica, afinal antes mesmo da estréia do folhetim em março, associações de defesa dos animais se mobilizavam contra o que chamavam de glamourização do universo dos rodeios. Os primeiros meses não deixaram por menos, o diretor Jayme Monjardin se desligou do comando do elenco, pela primeira vez mudaram a abertura de uma novela, o par romântico não caiu nas graças do público, enfim, aconteceu de tudo um pouco como dizem.

No entanto, logo os merchandisings sociais conquistaram a audiência e a trama chega ao fim alcançado 9 pontos a mais que sua antecessora, Senhora do Destino. O  menor número registrado neste capítulo final foi de 64 pontos.

Enquanto o último episódio da atração global ia ao ar, as outras emissoras ficaram quase que desamparadas. O SBT permaneceu entre os 3 e 4 pontos, a Record oscilou entre 2 e 3, e as demais não chegaram a alcançar um ponto.

O tão falado beijo gay dos personagens Júnior e Zeca ficou no ar, os lábios se aproximaram, mas o resto ficou na imaginação do telespectador. Para a protagonista Sol, Glória Perez também reservou um final feliz ao lado de Ed e Chiquinho. Além disso, dois casamentos agitaram o desfecho: o de Lurdinha e Glauco, e o de Islene e Feitosa, isso sem falar no romance declarado da viúva Neuta e do peão Dinho e a vitória de Tião em Barretos, que teve de deixar para a outra vida sua história com Sol.


Da Redação UOL

 

Escrito por Dostuc às 01h25
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