
Foto: Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira, Mário Quintana e Paulo Mendes Campos, 1966, em casa de Rubem Braga. (Que foto é esssaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!)
Em outubro teremos novidades agradáveis. Não, não falo da iminente impugnação (apesar de a mídia insistir no termo 'cassação', esse termo foi abolido pela Contituição de 1988, por ser peculiar do regime militar) de mandato de Severino Cavalcanti, José Dirceu, Roberto Jefferson, e quadrilha limitada. Em tempos tenebrosos, a arte é um alívio para a desilusão. É por isso que falo ,sim, da estréia que ocorrerá do filme "Vinícius de Moraes - Quem pagará o enterro e as flores se eu me morrer de amores", de Susana de Moraes e Miguel de Faria.
Já estava na hora de Vina ser homenageado diretamente na sétima arte. Tenho plena convicção de que, futuramente, ele será o nome da literatura brasileira mais estudado, ao lado de Cruz e Sousa. Nada contra Drummond, e Machado. Esses últimos não serão apagados pelo tempo como, paulatinamente, Zezinho de Alencar, escravocrata e folhetinesco, vem sendo. No entanto, considero as obras de Vinicius e Cruz e Sousa mais profundas, e contemporâneas. Veremos.
Sobre o filme, é esperar ansiosamente para ver. Pois em eras que "Dois filhos de Francisco", levam mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas, para se emocionarem com histórias de Zezé di Camargo, torna-se imperativo categórico que o filme de Vinicius de Moraes, faça sucesso. Só assim esse país se redime.
Poética
(Vinicius de Moraes)
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.


Leia este blog no seu celular